Uma taça de vinho, por favor!

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Uma taça de vinho, por favor!

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UMA TACINHA, POR FAVOR!

Hoje vamos de vinhos: uma das bebidas alcoólicas mais consumidas no mundo todinho. Essa matéria vai servir como um pequeno manual explicativo para você se jogar no mundo dos fermentados de uva. Bora lá? 

Vinho é o fermentado alcoólico da vitis vinefera, espécie diferente das uvas de mesa que comemos no café da manhã ou em sobremesas. Essa espécie não é gostosa de degustar, mas funciona bem – MUITO bem – com fermentação alcoólica. E você pode estar se perguntando, “Tá, Incrível!, mas e a fermentação alcoólica, o que é de fato?”. Ela acontece quando você expõe o açúcar da uva ao ar, através do ato de amassá-las, adiciona uma levedura selecionada ou a deixa por conta dos micro-organismos presentes no ar- como era antigamente – e permite que ela consuma o açúcar.

Temos 4 tipos principais de vinhos: Tintos, brancos, rosés e laranjas (isso sem falar nos espumantes…. mas isso fica pra próxima!).

Ah, é importante entender o que são taninos, aquilo que muita gente diz que “amarra a boca” em diversos vinhos: taninos são substâncias químicas encontradas em sementes, cascas e caules de frutos como a uva, a romã, o caju…. Por conta do seu sabor amargo e adstringente, é um grande aliado natural para proteger plantas e frutos dos animais herbívoros, que não curtem o sabor. Além disso, é um conservante natural do vinho. Legal, né?


TINTOS: 

  • Feitos com uvas tintas (carménère, malbec, pinot noir… e mais de 5 mil outras variedades no mundo entre brancas e tintas);
  • Naturalmente possuem tanino, aquela substância encontrada na casca da uva, que comentamos acima;
  • O vinho tinto é produzido com a uva inteira: à medida que o vinho fermenta, casca, sementes e por vezes talos são macerados juntos. Durante esse processo, a cor e o tanino são transferidos para o vinho;
  • Podem ser categorizados entre leves, médios e encorpados, sendo respectivamente um aroma mais frutado e quase nenhum resquício amadeirado, aroma leve de carvalho e presença marcante de taninos e toque amadeirado intenso e aparição potente de tanino;
  • É o tipo de vinho mais consumido em todo o mundo.

BRANCOS

  • Feitos com uvas brancas (chenin blanc, garganega, glera) ou – pasmem! – tintas! Nesse caso é necessário retirar as cascas, porque são elas que dão a cor arroxeada dos vinhos tintos;
  • Não possuem taninos porque as cascas são separadas do suco (ou mosto) antes da fermentação e os eles acabam não sendo incorporados ao vinho. Entretanto, alguns vinhos brancos podem ser fermentados ou maturados em barricas de carvalho. Nesses casos, eles recebem os taninos da madeira;
  • Costumam ser mais suaves, leves e refrescantes e por isso é recomendado que seja consumido em temperaturas mais baixas;
  • Produzido principalmente com o suco proveniente da prensa das uvas;
  • Nesta categoria, enquadram-se também os espumantes e champanhes. Geralmente, eles são produzidos a partir das mesmas variedades de uvas, sendo que a diferença é justamente a característica espumante.

ROSÉS

  • Podem ser feitos de duas formas:  blend ou de mistura (a mistura de um vinho branco e um vinho tinto prontos) ou pelo método chamado de fermentação em rosé, que retirada a maior parte das cascas de uvas tintas antes de começar a fermentação; 
  • Costumam ser mais suaves e adocicados.

LARANJAS

  • Não possuem coloração laranja necessariamente; 
  • Tradição milenar: ele volta para as mesas pela tendência de resgate das tradições ancestrais; 
  • Também conhecido como vinho branco macerado com as cascas;
  • Possui um sabor parecido com o tinto e a cor mais puxada para o branco, por isso pode-se dizer que pertence aos dois mundos.

Agora uma parte importante e que a gente ama de paixão! Harmonização de vinhos com comidas deliciosas!

A harmonização acontece por duas vias: contraste ou semelhança, que respectivamente vão funcionar por sabores parecidos ou destoantes. Um bom exemplo de harmonização por contraste clássica é a pera com queijo gorgonzola: enquanto um sabor é suave e doce, o outro é forte e salgado, tendo um resultado PERFEITO! 

Por falar em semelhança, aqui vai uma dica de milhões para harmonização do vinho tinto: a lasanha bolonhesa Incrível! 

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