Flexitarianismo não é moda, é o futuro

Nutrição

Flexitarianismo não é moda, é o futuro

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Por Ailin Aleixo

Escrevo sobre gastronomia há 20 anos, já visitei mais de 30 países (para comer, claro!), sentei à mesa de uns 5 mil restaurantes e sempre me orgulhei em dizer que não existe comida que eu recuse. Passei de “como tudo o que passar pela frente” a “olha, tô preferindo o universo vegetal”- e nunca estive melhor.

Muita gente que conheço diz não conseguir ficar sem queijo derretido ou sem uma fatia sangrenta de picanha e, por isso, jamais conseguiria ser vegano ou vegetariano. Bom, é para essas pessoas que existe o flexitarianismo: flexitariano é alguém que dá preferência ao consumo de alimentos vegetais mas, de vez em quando, come um kibe, bolovo, croquete… 
Flexitarianos tratam carne meio como guloseima: para ser consumida em ocasiões especiais ou apenas uma vez por semana.

A palavra flexitarianismo foi inventada já há um tempo, no começo dos anos 1990, e é a mistura de “flexível” e “vegetarianismo”. Em 2022, foi definido como a “Dieta Planetária Saudável” por uma comissão internacional de pesquisadores que formulou instruções para tornar possível que a população mundial –  já somos 8 bilhões!  – tenha acesso a alimentos nutritivos e dietas mais saudáveis, e ainda, que o modo de produção de comida seja mais sustentável.

Segundo o estudo, publicado na revista científica The Lancet, as instruções da dieta planetária saudável são:

  • Coma principalmente frutas, vegetais, legumes e grãos inteiros.
  • Concentre-se em proteínas de plantas em vez de proteínas animais.
  • Se sentir vontade, incorpore carne e produtos de origem animal de vez em quando.
  • Limite a ingestão de açúcar e doces.

Não parece difícil, né? E não é. Aliás, é delicioso explorar o GIGANTESCO universo vegetal e aprender, dia após dia, a diversificar a alimentação, usar especiarias, brincar com texturas, colorir o prato… E é um ótimo e gostoso caminho para garantir a saúde – a própria e a do planeta.

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